A Cretovale

TEMPOS HISTÓRICOS ( 1961- 1981)

O APRIMORAMENTO OPERACIONAL (1981…)

 

No final dos anos 50 um grupo de empregados da Companhia Vale do Rio Doce, trabalhando ao longo da Via Permanente – a linha da Estrada de Ferro Vitória-Minas – criou a “caixinha”, mais um “jeitinho brasileiro” para melhorar as condições de vida dos participantes “da coisa”.

 

O mecanismo, já utilizado por grupos de empregados de outras empresas, era sumamente simples: cada um dos participantes contribuía com uma certa quantia mensal e, apurado o montante, o mesmo era sorteado entre os “quotistas”, com os felizardos deixando de concorrer aos próximos sorteios.

 

A “caixinha” da Vale foi um sucesso e isso levou o grupo a introduzir uma inovação no processo: comprava-se um bilhete de loteria, que era fracionado entre todos e do total a ser sorteado deduzia-se o custo do bilhete; reduzia-se o montante a ser dividido, mas existia a possibilidade de se ganhar bem mais do que o valor das contribuições.

Desde modo, “a caixinha” foi a precursora do sistema de consórcio e inspirou a capitalização programada, a qual também se vale do sorteio de prêmios em espécie para seus participantes.

 

Objetivamente, a “caixinha” tinha duas conotações:

• para os sorteados no início, era um empréstimo amortizável suavemente e sem juros nem taxas; e

• para os sorteados no final, se constituía numa poupança aplicação que não fazia parte dos nossos costumes.

 

Cabe ainda acrescentar que a “caixinha” ganharia cunho social pouco depois: quando se sabia que um dos integrantes do grupo, ainda não sorteado, enfrentava apertos financeiros, o caso era levado ao conhecimento de todos e o sorteio era suspenso naquele mês para possibilitar o atendimento ao companheiro em dificuldades.

 

E a estas alturas, é conveniente transcrever o registro feito na publicação “Conheça a Cretovale, 1961-1981”, à página 1:

“Tal procedimento, já naquela época, ainda que inconscientemente, despertava de forma embrionária naqueles pioneiros, o espírito do cooperativismo, que até hoje vem norteando os destinos da CRETOVALE.”

 

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